Nesta época do ano, muitos investidores distraídos e também os novatos costumam se assustar: “Não fiz esse resgate do fundo, não reconheço essa movimentação?”

Se você investe em fundos de investimento, atenção à mordida do leão! No dia 31 de maio acontece o come-cotas, que é o recolhimento semestral do Imposto de Renda (IR) sobre os rendimentos das aplicações de alguns tipos de fundos de investimento.

Neste post, explicamos tudo para você:

O que é come cotas? Por que o número de cotas cai?

O come-cotas é uma antecipação do tributo feita pela Receita Federal. A cada seis meses, no final de maio e no fim de novembro, o investidor tem uma redução no seu número de cotas, que equivale à alíquota do IR que incide sobre os rendimentos no período.

Quais são os fundos sujeitos ao come-cotas?

Os fundos de renda fixa, multimercados, fundos DI e fundos cambiais.

E quais são os fundos que não têm come-cotas?

Os fundos de ações, fundos de investimentos imobiliários (FIIS), fundos de debêntures incentivadas e os fundos previdenciários não tem come-cotas. Nestes casos, o imposto de renda é cobrado somente no resgate.

Quais as alíquotas de IR do come-cotas?

Essa mordida do leão representa sempre a menor alíquota de IR, segundo a tabela regressiva por tempo de permanência no fundo. Então, no caso dos fundos classificados como de curto prazo, a incidência é de 20% sobre os rendimentos e nos de longo prazo, de 15% sobre os ganhos.

E no momento do resgate, o que acontece?

Neste momento, é feito o cálculo da diferença entre o come-cotas e a alíquota do IR sobre o ganho no resgate, de acordo com o tipo de fundo e o tempo de permanência (tabela regressiva).

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) tem efeito no come-cotas?

A provisão do Imposto sobre Operações Financeiras pode ter efeito no come-cotas dos fundos de investimento. O IOF é um tributo que também incide sobre os rendimentos, mas apenas nos ganhos realizados em período inferior a 30 dias da data da aplicação. Quando a aplicação do fundo ocorre menos de 30 dias antes da data do come-cotas, é calculada uma provisão de IOF. Não há recolhimento de IOF, apenas uma provisão, que é descontada do ganho que será tributado no come-cotas. Depois, essa provisão é somada à renda que será tributada no próximo come-cotas. O mesmo será feito se houver resgate antes do próximo come-cotas. Para entender melhor, veja o exemplo que demos neste outro post.

E atenção, pois os administradores de fundos de investimento têm usado duas fórmulas diferentes para calcular o IOF que incide sobre o rendimento, o que também impacta no come-cotas. Confira em um outro post que também já publicamos.

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