Gestão de Carteiras

Tombo da Bolsa: o impacto do coronavírus nos fundos de ações

Com o simulador de investimentos, continuamos acompanhando, em março, os efeitos do coronavírus em um portfólio de fundos de ações.


No início de março, persistiu a intensa volatilidade na Bolsa e o circuit breaker teve que ser acionado várias vezes. Os motivos continuaram sendo o coronavírus - tanto o fator humanitário quanto impactos na economia real, além da briga entre a Rússia e a Opep, que está derrubando o preço do petróleo. 

Com o nosso simulador, estamos monitorando desde o início do ano um portfólio com cinco fundos de ações favoritos dos grandes investidores, segundo o nosso Big Data (base janeiro). 

Essa carteira, com início no último dia de 2019, teve rentabilidade positiva de 7,04% até o dia 19 de fevereiro. Porém, chegou ao fim do mês passado com uma desvalorização de 3,26%, uma situação melhor do que o Ibovespa (-9,92%).

Veja o que aconteceu com a carteira de fundos de ações entre os dias 2 e 13 de março, quando a turbulência aumentou:

EQUITAS SELECTION FC FI DE AÇÕES

BRASIL CAPITAL 30 FIC FIA

INDIE FIC FI AÇÕES

AZ QUEST TOP LONG BIASED FC FIA

CONSTELLATION INSTITUCIONAL FC FIA

gráfico_fundos de Ações

6

Especificamente no dia 2 de março, o Ibovespa fechou em alta de 2,36%, pois havia expectativa de anúncio de medidas de estímulo da economia pelos países do G-7. 

Até então, entre os fundos desse portfólio, as melhores performances foram do AZ Quest Top Long Biased (0,61%) e do Constellation Instituciona (0,49%)l. Por sua vez, o pior desempenho foi do Equitas Selection (-5,03). 

Até aí, a carteira de fundos de ações apresentava uma queda acumulada de 1,62% e a Bolsa, uma desvalorização de 7,80%. Portanto, a diversificação do conjunto de fundos diluiu potenciais maiores perdas.

Dias depois, vieram dois “baques”: o preço do barril do petróleo desabou e a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o coronavírus como uma pandemia. Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e diversos países da Europa procuraram acalmar os ânimos, adotando algumas medidas emergenciais para combater o coronavírus e estimular a economia, porém, o nervosismo no mercado persistiu.  

Em 12 de março, o portfólio de fundos de ações que monitoramos chegou a ter uma perda acumulada de mais de 36% e o Ibovespa, uma queda de 37,24%. 

Situação da carteira no dia 13 de março: 

10

Já em 13 de março, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou medidas mais consistentes para estimular a economia, o mercado reagiu positivamente. Neste dia, a Bolsa subiu 13,91%.

Com isso, a carteira de fundos de ações teve uma recomposição parcial, mas ainda com uma baixa de 25,5% no ano, porém uma situação menos pior do que o Ibovespa (-28,51%). 

O fundo que menos caiu no período foi o Constellation Institucional FC FIA (-21,50%) e o que mais sofreu foi o Brasil Capital 30 (-30,50%), uma diferença de 9 pontos percentuais nas perdas. Isso mostra que os gestores possuem  estratégias, composições de carteiras e atitudes em momentos de crise muito diferentes.

Mas, o que não se pode negar é que o contexto está sendo bastante desafiador para todos!

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