Cassio Bariani CFP®
por Cassio Bariani CFP® em 24 Abril 2018

Demonstre as melhores estratégias em fundos de ações

Com a taxa de juros em queda, diversos assessores de investimentos estão recomendando uma série de alternativas para aumentar o retorno das carteiras de seus clientes. Entre as alternativas, os fundos de ações.

Cada vez mais surgem novos fundos desta categoria no mercado  e o volume de captações tem crescido! 


Melhores estratégias de alocação em fundos de ações

Para os profissionais do mercado financeiro, um dos grandes desafios é demonstrar aos seus clientes quais são as melhores estratégias de alocação em fundos de ações. É preciso selecionar os fundos certos em um cenário de enorme oferta de produtos no mercado e inúmeras estratégias de investimentos disponíveis.

Como sabemos, há uma série de subcategorias de fundos de ações, como indexados, Long and Short, valor/crescimento, dividendos, sustentabilidade e governança, small caps e setoriais e até os fundos livres, que não possuem o compromisso de concentração em uma estratégia específica.

Agora, será que seu cliente sabe que cada fundo desses segue um objetivo e uma estratégia de alocação diferente? É comum achar que fundos de ações são totalmente ligados ao índice Ibovespa e, assim, se a bolsa apresenta alta, o fundo sobe e, no caminho inverso, se a bolsa cai, o fundo tem queda também. Logicamente, não é só isso.

Como existem diversos objetivos e estratégias de alocação, a dificuldade está justamente em explicar qual seria o impacto ao se colocar alguns desses fundos nos portfólios de seus clientes.

Por exemplo, os fundos que seguem a tática Long and Short visam superar o CDI por meio de estratégias de arbitragem, da diferença entre posições compradas e vendidas de ações. Ou seja, não adianta fazer uma comparação do seu desempenho com o Ibovespa, nem mostrar para seu cliente que esse fundo se enquadra na estratégia de de bolsa na carteira, pois ao compará-lo com o Ibovespa esse fundo terá um comportamento totalmente descorrelacionado. Se você decidir mesclar outros tipos de fundos, por exemplo, small caps ou dividendos, terá que fazer comparações respectivamente com o SMLL (Índice Small Cap) e com o IDIV (Índice de Dividendos), que podem ter também comportamentos diferentes da bolsa em si.

Ferramentas para demonstrar as alocações em fundos de ações

Um simulador de investimentos permite que você faça a demonstração da rentabilidade e da volatilidade dos diversos tipos de fundos de ações de forma isolada, fundo a fundo, ou da alocação agregada desses produtos nos portfólios dos clientes, comparando com os índices de referência de mercado mais adequados - Ibovespa, IDIV,SMLL ou até mesmo CDI, a inflação, entre outros.

Um simulador permite que você estruture carteiras e monte indexadores específicos para fazer comparações e análises. Por exemplo, ao montar uma carteira com 60% aplicados em um fundo atrelado ao Ibovespa e 40% em um fundo de dividendos, é possível formatar um índice que mescla iguais proporções do Ibovespa e Idiv. Se você quer colocar uma estratégia de um fundo de ações que visa superar o CDI, pode colocá-lo junto de uma alocação de multimercado que tenha o mesmo padrão de risco e retorno. Dessa forma sua apresentação ficará mais correta, sua sugestão de alocação será melhor entendida. Inclusive, a possibilidade de seus clientes fazerem resgates em função de interpretações equivocadas será praticamente eliminada.

Além disso, você conta com a possibilidade de obter dados e gráficos sobre os fundos que representam a melhor relação risco/retorno para cada perfil de investidor.

Postado por Cassio Bariani CFP® Abril 24, 2018
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