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Como escolher fundos multimercados

Com a queda da taxa básica de juros, a Selic, os fundos multimercados têm se destacado entre as alternativas escolhidas para diversificação das carteiras de investimentos.

Comparar fundos entre si para selecionar o melhor não é uma tarefa fácil. No segmento dos multimercados, o desafio é ainda maior. Isso porque existem muitos tipos de estratégias de alocação que são adotadas pelos gestores.

Existem os fundos macro, que mesclam diversos ativos do mercado brasileiro ou internacional, baseando suas operações em cenários macroeconômicos de médio e longo prazos, as categorias de multimercados, chamadas trading, long short, juros e moedas, investimentos no exterior e a categoria livre, que não possui compromisso de concentração em nenhuma estratégia específica.

Além disso, os multimercados admitem alavancagem, ou seja, alguns deles realizam operações com recursos superiores ao próprio patrimônio. Normalmente, são utilizados derivativos com o objetivo de aumentar o potencial de ganho das carteiras – por outro lado, o risco aumenta consideravelmente.

O que olhar ao escolher fundos multimercados

Um erro frequente é quando procuram somente aqueles fundos que estão rendendo mais, por “produtos do momento”, indicados pelos amigos ou que são divulgados pela mídia.

Para escolher fundos multimercados, o caminho ideal é comparar rentabilidades e riscos entre os produtos de uma mesma categoria. O mesmo deve ser feito no grupo de fundos long short e assim por diante. Ao se tratar de risco, deve-se ter em mente que há duas formas de avaliá-los. A primeira, e mais comumente analisada, é a volatilidade (variação da rentabilidade ou da cota do fundo em determinado período). E a outra, talvez a mais importante, é a qualidade dos ativos e a possibilidade de perda permanente quando, por um stress de mercado ou por um problema específico do ativo investido, ele perde o seu valor integral e, nos fundos alavancados, perdem além do valor investido.

Com a evolução da conectividade, nossa relação de consumo mudou. Antes de comprarmos um carro, uma TV ou qualquer outro produto, pesquisamos e comparamos marcas, preços e aspectos técnicos.

Desse modo, achamos os produtos que queremos e que tenham a melhor relação custo-benefício, como ferramentas que permitem fazer simulações e comparações entre fundos e outros produtos financeiros.

E é exatamente isso que os investidores precisam fazer na hora de escolher um fundo multimercado ou qualquer outro tipo de investimento. Pesquisar de forma profunda os produtos, gestores e distribuidores fará com que você encontre um investimento adequado para seus objetivos. 

Mas sua pesquisa não para por aí. Após esse levantamento, é importante contar com um especialista em investimentos e que tenha conhecimento em fundos multimercados. O suporte de um assessor de investimentos é essencial nessa hora.

Henrique Garcia

CEO

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