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Como comparar fundos de ações

É a hora de colocar o dinheiro para trabalhar porque o CDI está rendendo cada vez menos.

Assim, a procura por fundos de ações está aumentando, pois são uma forma prática de diversificar, contando com gestão profissional. Para muitos investidores, principalmente os iniciantes na Bolsa, é muito mais simples ter fundos nas carteiras do que investir diretamente em ações. 

Há inúmeras notícias e análises sobre as companhias abertas, fundos de ações e a atuação dos gestores. E você já deve ter reparado também a enorme quantidade de rankings de fundos que são divulgados.

Mas será que essas análises e comparações estão mostrando, de fato, a características dos fundos que existem no mercado? Outra questão é: faz sentido comparar todos os fundos de ações com o principal Índice da Bolsa? A resposta para essas perguntas é não. 

Então, fique atento!

Categorias e os benchmarks para comparar fundos de ações

O Ibovespa, o principal índice da Bolsa, é um indicador concentrado em poucos setores e baseado na capitalização e liquidez das ações. Este é um indicador mais geral e você deve ter senso crítico, pois ele não contempla nenhuma análise de risco das empresas, nível de alavancagem ou suas áreas de atuação. Então, o Ibovespa é muito impactado por questões específicas de algumas companhias com grande peso como a Petrobras e a Vale, por exemplo.

Quanto aos fundos Small Caps, eles devem ter como referência o Índice Small Cap, uma carteira de ações composta pelas empresas com menor porte e menor capitalização no mercado. Os fundos de dividendos têm que ser comparados como o IDiv, o Índice de dividendos, indicador do desempenho médio das cotações dos ativos que se destacaram em remuneração aos investidores sob a forma de dividendos e juros sobre o capital próprio. Já os fundos de ações compostos por empresas com alto nível de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental precisam ser comprados com o ISE, o Índice de Sustentabilidade Empresarial. 

Por sua vez, os fundos de ações setoriais, que investem em empresas de um mesmo setor ou de segmentos relacionados, devem ser comparados com os índices de seus setores específicos. Vários outros fundos, que usam estratégias diferenciadas, como é o caso dos Long-Short nem devem ser comparados com índices de Bolsa, pois têm como objetivos superar o CDI e não bater a Bolsa.

O que analisar nos fundos

É preciso prestar muita atenção, pois o que muita gente não sabe é que os fundos de ações podem ter outros ativos como índices, moedas e até juros. Portanto, um passo importante na comparação é ver se o gestor investe somente em ações ou em outros ativos também. Neste caso, a ajuda de um consultor de investimentos ou de um gestor de patrimônio é valiosa. Ao fazerem as recomendações, esses profissionais pesquisam os ativos que compõem cada produto e estão sempre por dentro das estratégias que os gestores usam para buscarem retorno. 

Outro ponto importante é avaliar a relação entre risco e retorno. Por exemplo, um fundo que somente investe em ações pode ter apresentado rentabilidade de 12% entre janeiro e setembro de 2019, abaixo do Ibovespa (19,18%), porém, as companhias escolhidas pelo gestor têm fundamentos financeiros sólidos, gestão estável e resultados consistentes ao longo do tempo – ou seja, as empresas que compõem a carteira oferecem menor risco de deterioração financeira e de variação de resultados e margens. Já ao investir em todas as ações do Ibovespa, corre-se o risco de empresas alavancadas financeiramente, com grande variação em seus resultados, em processo de turn-around ou recuperação. São situações bem diferentes! 

 

Agora que você já sabe o caminho para fazer comparações corretas, converse com um assessor e use um comparador de investimentos com todos os fundos de ações do mercado para escolher os melhores!

Cassio Bariani CFP®

Presidente

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