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O que saber antes de investir em debêntures

Categoria: Renda Fixa

Mesmo com menor atratividade, os investimentos em renda fixa são importantes na composição de uma carteira diversificada e para a preservação do patrimônio. 

Nesse novo cenário, os títulos de crédito privado estão na moda porque tendem a ter remuneração acima dos títulos públicos. É o caso das debêntures, um segmento que está bastante aquecido.  

De janeiro a setembro de 2019, foram 220 emissões desses títulos, somando R$ 122,3 bilhões. Para se ter uma ideia, esse valor equivale a 45,5% das emissões de todo o mercado de capitais, segundo a Anbima. Em 2019, é possível que as emissões se aproximem ou até superem as de 2018, quando totalizaram R$ 153,7 bilhões, recorde histórico. Entre 2015 e 2016, fase da pior crise econômica do país, foram emitidos cerca de R$ 60 bilhões a cada ano. Antes, em 2014, foram R$ 75 bilhões.

Por meio das debêntures, as empresas captam recursos para construir ou ampliar fábricas, melhorar processos produtivos ou investir em inovações. Esses instrumentos também são usados para levantar capital de giro ou alongar dívidas. Estas debêntures comuns são tributadas. 

Já as debêntures incentivadas ou isentas são as utilizadas pelas companhias para obterem dinheiro para obras de infraestrutura relevantes para o país como rodovias, portos e aeroportos. 

Na situação atual, na qual o governo faz ajustes fiscais e os bancos de fomento estatais vem reduzindo o fluxo da torneira dos financiamentos, analistas projetam que as debêntures devem ganhar cada vez mais espaço daqui para frente. 

O que saber sobre as debêntures

Investir em debêntures é o mesmo que fazer empréstimos às companhias emissoras. 

Na compra desses títulos, já se sabe os prazos e as remunerações. Assim como os títulos públicos, existem as debêntures com taxas prefixadas, aquelas que pagam uma taxa mais um índice de inflação como o IPCA, por exemplo, e as pós-fixadas que pagam um percentual do CDI.

O principal risco nesse tipo de investimento é o risco de crédito, ou seja, as empresas não pagarem suas dívidas por problemas financeiros. Outra coisa importante é que esses títulos não têm cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que protege o investidor até o limite de R$ 250 mil por conglomerado financeiro. Logo, para você investir em debêntures é importante conhecer a capacidade de pagamento da empresa e para tal você pode analisar seu balanço, as notas de rating atribuídas à empresa ou buscar a análise de especialistas como as casas de research independentes e a assessoria de um profissional de investimentos.

Os prazos das debêntures variam de dois a 10 anos e a liquidez ainda é relativamente baixa, apesar de estar aumentando gradativamente. E se você, investidor, decidir vender esses papéis antes do vencimento, estará exposto ao risco de mercado, o que pode impactar a sua rentabilidade. Isso porque os preços que os agentes de mercado estarão dispostos a pagar vão variar de acordo com as circunstâncias da economia. 

Uma forma simples de investir em debêntures sem ter que fazer toda essa análise é buscar os fundos de renda fixa de crédito privado, que entre outros títulos investem também em  debêntures. Assim, você conta com o trabalho de gestores especializados na seleção destes títulos. Há ainda os fundos de debêntures incentivadas, que possuem nas carteiras somente os títulos isentos. 

Portanto, agora, com a taxa de juros em níveis mais baixos, é ainda mais importante buscar ganhos que superem o CDI, mas para isso pesquise, estude os ativos e tipos de aplicações disponíveis no mercado e procure o suporte de um assessor de investimentos ou de especialistas para tomar melhores decisões. 

Daniela Rocha

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