Henrique Garcia
por Henrique Garcia em 27 Fevereiro 2018

Pré ou pós? O que você precisa saber na hora de aplicar em renda fixa

“E agora? Eu devo escolher investimentos pré ou pós-fixados?” Quando se trata de renda fixa, essa é a dúvida mais comum entre os investidores. Certamente, você já deve ter feito essa pergunta várias vezes. Se ainda não, provavelmente fará esse questionamento por causa das eleições, do novo patamar de juros no país e das incertezas em relação à reforma da Previdência e outras medidas de ajuste fiscal.

Também sabemos que encontrar as melhores alternativas no meio da infinidade de títulos públicos e privados com diferentes taxas, indexadores e prazos de vencimentos que são oferecidos no mercado é um grande desafio.

De modo geral, a escolha entre pré ou pós depende da expectativa que se tem em relação à conjuntura macroeconômica do país.

Avaliando cenários e estratégias em renda fixa

Para montar uma estratégia assertiva, você precisa ficar por dentro da dinâmica entre as regras de remuneração das aplicações e os prováveis cenários para a economia. Fique atento especialmente ao comportamento que a taxa básica de juros, a Selic, poderá assumir no futuro.

No caso dos títulos prefixados, você já sabe o quanto irá ganhar logo no momento da aplicação, a remuneração é previamente definida. Por exemplo, ao investir em uma LTN, você já sabe que a taxa de retorno será de X% ao ano durante determinado período. Em outras palavras, você terá uma remuneração fixa até a data de vencimento. Então, os prefixados são interessantes se você avaliar que a taxa básica da economia entrará em uma trajetória de queda, pois dessa forma estará aplicando hoje em uma taxa mais alta que a futura, garantindo assim um rendimento mais alto. Por outro lado, se a Selic subir, sua aplicação terá sido feita em uma taxa menor do que a que você poderá aplicar no futuro e, portanto, você perderá a oportunidade de aplicar com um rendimento ainda maior.

Já os títulos pós-fixados têm os rendimentos atrelados a um índice de referência – Selic e CDI. Para exemplificar, a LFT remunera com base na taxa Selic. Dessa maneira, esses investimentos seguem as flutuações do mercado e são considerados mais defensivos. Logicamente, os pós-fixados são ideais se você prevê um movimento de alta da Selic, pois obterá maior retorno.

Há ainda os títulos indexados à inflação - que pagam uma taxa de juros prefixada mais uma parcela pós-fixada que representa um indicador de preços como o IPCA. Um exemplo é a NTNB. Nesse caso, fique atento à parte prefixada porque ela representará o ganho real ou o retorno que você obterá acima da variação da inflação no período.

Preço de Mercado

Ao contrário do que muitos pensam, os títulos de renda fixa também possuem valor de mercado e que variam diariamente de acordo com a dinâmica da economia. Mesmo você sabendo quanto irá ganhar em um título prefixado, ele terá um preço diário que é ajustado de acordo com a sua precificação de mercado e da dinâmica de alta ou baixa dos juros e portanto você poderá estar ganhando ou perdendo. Vamos ao exemplo de um investidor que aplicou em uma LFT a X% de juros ao ano. Se depois de um período o juros cair ele terá ganho na venda e o contrário, caso o juros suba, ele terá perda. Mas vamos deixar este assunto, mais complexo, para um próximo post.

Simulador: tecnologia aliada na hora de investir

Então, a obtenção de bons resultados com aplicações em renda fixa requer análises contínuas sobre a conjuntura política e econômica.

A tecnologia é uma forte aliada nessa tarefa. Hoje, já existe um simulador de investimentos online que possui um banco de dados que contempla os instrumentos de renda fixa do mercado. Assim, você pode selecionar variados títulos - públicos e privados, taxas ou indexadores e vencimentos e, assim, verificar o quanto a sua carteira teria rendido em determinado período.

Com o uso desse simulador de investimentos, é possível testar várias estratégias e ver como elas teriam se comportado caso tivesse feito uma escolha de investir em um títulos pré ou pós.

Mas o importante é você ter o apoio de um consultor de investimentos. Ele é um profissional especializado e lhe ajudará a avaliar a dinâmica que o mercado assumirá e os melhores instrumentos financeiros para o seu portfólio. E lembre-se que seu consultor também pode ajudá-lo a simular estas aplicações, caso ele tenha uma ferramenta como esta.


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Postado por Henrique Garcia Fevereiro 27, 2018
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