Evite Modismos e o Efeito Manada

É importante evitar o Efeito Manada e escolher fundos de investimentos e outros produtos financeiros após análises criteriosas.


Imagine a seguinte situação. Você está caminhando na rua rumo a uma importante reunião de negócios e, subitamente, vê centenas de pessoas correndo na direção contrária ao seu destino. O que você faria? Você prosseguiria seu plano ou daria meia volta para acompanhar a multidão?

Pois bem, no mundo dos investimentos, é muito comum que as decisões sigam a maioria, no chamado Efeito Manada. Principalmente nos períodos de incertezas na economia ou de maior volatilidade no mercado financeiro, os investidores costumam agir de maneira intempestiva, imitando as posições adotadas pela maior parte dos agentes, em vez de se basearem em avaliações consistentes e nas suas próprias conclusões.

No dia a dia, há muitas outras armadilhas que levam a esse comportamento pouco racional. São frequentes modismos como as chamadas “aplicações do momento" ou a procura por determinado fundo de investimento de uma gestora que se destaca na mídia. Até mesmo as dicas de investidores famosos e bilionários sobre suas estratégias “vencedoras” acabam se transformando em tendências. Até os family offices e grandes investidores estão suscetíveis a essas situações, seguindo movimentos de massa.

Esse viés comportamental nem sempre traz resultados positivos, pelo contrário. As resoluções tomadas por impulso frequentemente geram descompassos das carteiras com os níveis de risco que os investidores realmente podem suportar. Isso porque o mercado financeiro é complexo e diversos fatores influenciam os preços dos ativos, exigindo visão abrangente e análises criteriosas.

Portanto, é necessário agir cautelosamente para evitar o Efeito Manada.

Mais controle e análise, menos modismos

A indústria de investimentos está em plena evolução e, constantemente, são lançados novos produtos com diversos graus de risco e parâmetros de rentabilidade. Por exemplo, na indústria de fundos, existem diversos produtos com estratégias multimercados que buscam superar o CDI e combinam variados ativos e operações sofisticadas com derivativos. Para selecionar a melhor alternativa, antes de mais nada é necessário analisar as lâminas do fundo, seu regulamento e o formulário de informações complementares. Esses documentos estão disponíveis nos sites das instituições financeiras e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O objetivo é checar rigorosamente quais ativos, condições e estratégias estão dentro de cada produto.

Além disso, é fundamental verificar o histórico dos fundos de investimentos, ou seja, os dados estatísticos da volatilidade e dos retornos ao longo do tempo, comparativamente com produtos similares ou ainda com outros de menor risco a fim de avaliar se a relação risco/retorno é adequada. Para este fim, existem no mercado sistemas on-line que facilitam estas pesquisas sobre rentabilidades e ainda fazem comparações automáticas entre os desempenhos dos diversos fundos dentro das suas respectivas classificações.

Investir é uma decisão racional. Assim, é preciso deixar a emoção de lado e fortalecer os estudos para alcançar os objetivos. É crucial utilizar metodologias e ferramentas para avaliar os ativos, cada qual com suas particularidades. No caso de um título de renda fixa, é importante verificar o risco e capacidade de pagamento do emissor. Quando se trata de uma ação, é necessário analisar capacidade de geração de resultados da companhia, seu endividamento, geração de caixa, setor de atuação e desempenho dos gestores.

Os investidores devem, inclusive, fazer simulações constantes nas carteiras, a fim de entenderem como os ativos escolhidos se comportam em diversos cenários e de que forma podem afetar a rentabilidade e o grau de volatilidade dos portfólios.

A importância da assessoria

Caso investidores e family offices não tenham tempo, recursos tecnológicos, informações ou conhecimento suficiente para fazerem análises consistentes, devem recorrer aos especialistas de mercado para evitar o Efeito Manada. Bankers, advisors, consultores e agentes de investimentos ajudam a elucidar os fatores que estão por trás de determinados tipos de aplicações.

Esses profissionais possuem os requisitos técnicos e as ferramentas adequadas para fornecer dados relevantes sobre os ativos financeiros, assim como dar recomendações sobre mudanças nos portfólios, assegurando que a relação risco/retorno e a liquidez sejam condizentes com as características e os planos de cada investidor.

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